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Pai de menina de 18 anos aciona PM e diz que filha foi estuprada por dono de bar em Limeira – Notícia de Limeira

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 Jovem bebeu no bar, junto ao dono e depois dormiu na casa do acusado

 Um homem de 40 anos foi conduzido ao plantão policial de Limeira na tarde deste sábado (08) acusado de estupro de vulnerável em Limeira. Segundo informações registradas na Polícia Civil, uma equipe da Polícia Militar foi acionada na Rua Benedito Soares da Vinha, na Vila Cláudia, onde teria uma ocorrência de estupro.

 O pai da suposta vítima teria ligado para o telefone 190 da PM, dizendo que sua filha de 18 anos havia sido estuprada e que estaria sendo mantida em cárcere privado em uma residência. Os PMs foram ao local e encontraram a garota dentro do carro de seus pais e acompanhada deles. O acusado estava em frente de uma casa, alugada por ele, onde o mesmo e a menina teriam dormido.

 Segundo o registro, a suposta vítima disse que teria ido até um bar na Avenida Piracicaba, acompanhada de uma amiga e no estabelecimento ingeriu bebida alcoólica. Ela ainda disse que não se recorda de mais nada, apenas que acordou hoje (08) de manhã na casa do dono do bar, ambos nus e que o acusado teria dito que eles fizeram sexo consentido, fato que ela disse não se lembrar.

 O acusado relatou que a jovem de fato esteve no bar e que ela teria passado mal, motivo pelo qual a socorreu e levou até sua casa, onde praticaram relação sexual consentida. Ambos confirmaram à Polícia Civil que estiveram no bar, ingeriram bebidas alcoólicas e que trocaram beijos. O acusado disse que após “ficarem juntos”, a garota passou mal e sumiu do bar e que durante a madrugada ela reapareceu e que ele a socorreu, levando a menina para a casa dele com seu consentimento.

 Disse ainda que a menina estava embriagada, porém consciente e que fizeram sexo consentido rapidamente porque ela disse que estava passando mal e ele teria cessado a prática sexual. A suposta vítima alega que ela ingeriu bebidas alcoólicas, que realmente beijou o acusado e que não se recorda de mais nada, apenas que acordou nua no sofá na casa do dono do bar e que ele havia dito que fizeram sexo na madrugada.

 Após a apresentação da ocorrência, o delegado plantonista entendeu que os fatos são graves, porém não houve alegações de violência ou ameaça e que a ocorrência precisa ser melhor apurada para identificar o estado de consciência das partes e eventual dolo do investigado em praticar crime de estupro. O delegado ainda entendeu que não houve provas suficientes que puderam fundamentar a prisão em flagrante do homem. A menina apresentava escoriações no joelho, no pé e na mão. O aparelho celular dela apresentava pequenos danos na tela. O celular da garota e do acusado foram apreendidos para buscas de provas e ambos consentiram na quebra de seus sigilos pessoais. Exames para constatação de lesões, prática de conjunção carnal e dosagem alcoólica foram requisitados para as partes. O caso agora será investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Limeira. (Cauê Pixitelli)

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